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Declaração do Sr. Luiz Inácio Lula da Silva, novembro de 2000, em entrevista à revista "Caros Amigos!":
"Se eu ganhasse a Presidência para fazer o mesmo que o Fernando Henrique Cardoso está fazendo, preferiria que Deus me tirasse à vida antes. Para não passar vergonha. Porque, sabe o que acontece? Tem muita gente que tem direito de mentir, o direito de enganar... Eu não tenho. Há uma coisa que tenho como sagrada: é não perder o direito de olhar nos olhos de meus companheiros e de dormir com a consciência tranqüila de que a gente é capaz de cumprir cada palavra que a gente assume. E, quando não as cumprir, ter coragem de discutir por que não cumpriu".
Resumindo: Se tudo der certo, o presidente Lula deve morrer por estes dias...
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Uma tragédia moderna.
Eu poderia falar aqui do cientista Bruce Banner e na sua transformação no Hulk, a celebre criação do Stan Lee para as histórias em quadrinhos da Marvel. O Hulk é mais famoso. Mas, prefiro voltar no tempo e beber na mesma fonte que o Stan: O livro “O Médico e o Monstro” que foi escrito pelo escocês Robert Louis Stevenson, em 1886, na tentativa de mostrar a capacidade do “bem” e do "mal" que existe em toda a raça humana.
Abordo o assunto em função das transformações que passam as pessoas que usam ou se escondem em nicks aqui na internet.
É a dualidade do ser. Vivem suas fantasias e se escondem atrás das máscaras. Assumem personalidades diversas, mostram uma coisa que aparentemente não são.
Engano seu se pensa que estou apontando erros ou criticando estes comportamentos. Antes chamo a atenção para um detalhe.
Será que o Doutor Jekyll, o médico e o personagem do bem, não seria um falso e a sua verdadeira personalidade o monstro Mr. Hyde, o personagem do mal? Ou seja, o Hulk não seria o verdadeiro ser e o Bruce Banner apenas a outra máscara hipócrita e boazinha?
Neste caso, alguns nicks e comportamentos das pessoas aqui na internet, são, na realidade, seus “EUs” verdadeiros, bem longe das máscaras sérias e bem comportadas que usam no mundo “real”.
Foi assim que a Ana Cláudia se transformou e Kelly. Durante um ano namorou o Gil no MSN e depois pessoalmente. Quando o Gil descobriu que a Kelly não existia, ele já estava apaixonado por uma imagem e agora despreza a Ana. É uma história real que sofre a minha amiga Ana Cláudia, 25 anos, de Jacareí.
Na minha opinião, a Kelly é que é a verdadeira Ana Claudia. O Gil não entende isso.
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Desenho de Teresa Machado para este texto
QUERO IR PARA O INFERNO
O céu deve ser um saco. Deve ser um saco viver no céu.
Anjinhos pra lá, nuvenzinhas pra cá. Aquela música suave e monótona o tempo todo. Tudo azul e rosa.
O inferno, deus me livre, deve ser pior: Grupos de pagode, novelas das oito, esposas, advogados, funcionários públicos, gerentes de bancos e pastores evangélicos.
O ruim do céu é que lá não existe harmonia. No inferno tudo é harmônico.
Os anjos são tolos. Eles pensam que pode existir harmonia sem conflitos. Acham os anjinhos, que, a inércia, o imutável, a ausência de movimento, a contemplação estática são coisas harmônicas.
Se não há dualidade, choques, conflitos... Se não há equilíbrio entre os opostos, não pode haver algo em harmonia.
O céu deve ser um lugar pequeno e limitado. Sem idéias e criatividade. Pessoas vazias e medíocres.
Charles Chaplin dizia que não devemos ter medo dos conflitos. “É do choque dos astros que nascem as estrelas”. Dizem os rosacruzes que esta é a Lei do Triângulo, que só assim a natureza se torna manifesta. O cósmico só existe porque, antes, aconteceu o caos. Para o cientista Marcelo Gleiser, “um pouco de caos sempre é bom”.
Rejeito a estagnação, o pensar pequeno, o bloqueio à ação e a criatividade. Estou cansado de ser pequeno e anjinho.
Para as bocas hipócritas que falam de harmonia digo que o céu não é aqui.
Garanto que, no inferno, o Diabo tem voz mansa, é educado e coerente.
Mergulho nas correntezas e no olho do furacão. Piso nas poças de água estagnada e cuspo no que rasteja. Caminho sobre o magma de um vulcão.
Quebro os ciclos, e assim, posso plantar rosas num lindo arco-íris.
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Presidente Lula: Corrupto ou idiota?
Trechos do discurso do Senador Arthur Virgilio publicado pelo Jornal Folha de São Paulo:
"Vamos acabar também com essa história de que o Sr. Lula não sabe de nada. Até o meu filho de dez anos sabe! Ou ele é um completo idiota, ou o sr. Lula sabe de toda a corrupção que se passou embaixo do seu nariz", disse, na primeira de 17 vezes em que chamou Lula de idiota.
“Na melhor das hipóteses, sr. Lula, o senhor é um idiota! Na melhor das hipóteses! Na pior, o senhor é um corrupto!".
Depois, disse que idiota era um elogio "uma condescendência que tenho para com o processo democrático". "Se chamar de corrupto, vou ter de pedir o impeachment".
Lula sabia ou não sabia? - PESQUISA DE OPINIÃO DO BLOG SABÁTIKA
Responda SIM ou NÃO. Inocente ou culpado? Mas, por favor, deixe seu comentário junto com sua resposta.
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FONTE DA JUVENTUDE
Uma das maiores burrices da minha vida eu cometi aos 17 anos. Eu lia muito e adorava a revista Seleções do Reader's Digest. Uma vez li um artigo, escrito por algum americano famoso, com o seguinte título: “50 coisas para fazer antes de morrer”. Era a história de um jovem pobre que sofre um acidente e fica de cama. Então resolve escrever 50 coisas que gostaria de fazer antes de morrer: viajar num submarino, visitar a Muralha da China, pilotar um avião, dormir num inglu no Pólo Norte, etc. Não lembro de tudo que li. Sei que o artigo terminava com o cara com 90 anos, perto da morte, e lamentando só ter conseguido realizar 49 coisas que tinha planejado. Não conseguiu ir à lua.
Na época tentei fazer minha lista. Muitas fantasias e sem nada de concreto. Não adotei nada como metas. Não planejei minha vida. As coisas foram acontecendo e fui assumindo casamentos, filhos, profissões, ilusões e mudanças. Eu não tinha quem alertasse para o domínio da vida. Não falo em viver aventuras ou ter conquistado bens materiais. Eu apenas fui indiferente.
Hoje, tento alertar aos jovens. Ensino a fazer uma lista de 50 coisas para fazer antes de morrer. Para que não se deixem levar ao sabor das ondas. Estou fazendo, só agora, minha lista: deixar de fumar, fazer curso de psicologia, conhecer Machu Picchu, publicar meu livro...Etc, etc.
Voltei a adotar este tema da temporalidade em virtude de uma mensagem legal e muito otimista que recebi hoje da amigona Silvana Farias. Vou dividir com vocês. Depois de entrar no link abaixo e ver a mensagem, por favor, volte para deixar sua opinião. Click em: http://www.cidadedocerebro.com.br/midia/video_cidade.swf
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COMO NÃO FICAR VELHO – PARTE 1
Já tive 23 anos e poucos meses, a metade da idade que tenho.
Eu girava em outra órbita e a visão do mundo era outra.
Eu não conseguia prever o que seria minha vida aos 47 anos.
Tento planejar os próximos anos que tenho pela frente.
O passado não existe mais, são apenas lembranças.
O futuro que imagino está cheio de incertezas.
Compreendo que tudo é um eterno presente.
E me salvo da ilusão da passagem do tempo.
Uma coisa é certa: o segredo da eterna juventude é o humor.
E só há uma forma de viver bem este tempo: me amando.
E só há uma forma de não ficar velho: morrendo antes.
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COMO NÃO FICAR VELHO – PARTE 2
Acredito que estarei vivo no ano 2052.
Basta viver mais 47 anos, o tempo que já vivi na Terra. Mas o stress, o cigarro, a diabete, namoradas neuróticas e as dores de coluna podem não me deixar com 94 anos numa boa. Mas é possível matematicamente chegar lá.
Hoje, 10% da população já tem mais de 60 anos, ou seja, 17 milhões de pessoas. O envelhecimento da população tem acontecido em ritmo acelerado, em conseqüência da queda das taxas de natalidade e de mortalidade. O progresso da medicina e o avanço tecnológico trouxeram para a sociedade moderna a possibilidade de maior expectativa de vida.
Para o brasileiro, que há poucas décadas convivia com uma média de expectativa de vida de até 40 anos, o avanço da medicina alterou as realidades nacionais, elevando essa média para 70 anos. Isso significa dizer que, associado ao fato de que o índice de natalidade brasileiro vem se reduzindo, a população brasileira está ficando mais velha.
A tendência é que, em futuro próximo, o número de idosos seja equivalente ao de jovens.
O Estatuto dos Idosos considera como idoso uma pessoa acima de 60 anos. Ainda tenho que esperar 13 anos para ter o direito de não pagar passagem de ônibus e fazer um cursinho grátis de artesanato em um Clube da Terceira Idade.
Uma coisa é certa, se eu chegar mesmo aos 94 anos, em 2052, vou usar uma prótese peniana.
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COMO NÃO FICAR VELHO – PARTE 3
Entrei no MSN e uma pessoa pediu para adicioná-la em minha lista. Aceitei e ao entrar tivemos o seguinte diálogo:
Fernando - Oi, quem é você?
Euzinha - Sou de São Paulo. Você eh o cara do blog sabatika???
Fernando – Sou do Recife. Sim sou eu.
Euzinha - Vi teu blog. Vc é este da foto?
Fernando – Sim
Euzinha - Qual a tua idade?
Fernando – 47 anos e você?
Euzinha - Tenho 21... você não acha que está muito velho para entrar na Internet?
Fernando - Não entendi...
Euzinha - Não sabia que Vc era um velho... Vou te deletar. Fuiiii
Fernando – menina, espera...
Euzinha - mensagem a seguir não pôde ser entregue a todos os destinatários:
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O QUE É UM CONTO?

Mando meus contos para revisão e vêm um monte de anotações do tipo: “isto não é um conto, é uma crônica. Isto é um ensaio; este é um texto poético; está muito grande, diminui; está pequeno, aumenta e faz um romance”, e por aí fora. Fico triste sem saber o que afinal estou mesmo escrevendo.
Eis que o universo conspira em meu favor, como já dizia o grande "pensador" Paulo Coelho, e cai nas minhas mãos um livrinho escolar chamado “Do conto à Crônica”, organizado pela Heloisa Prieto, Editora Salamandra. Ali encontro as seguintes definições:
“O que é o conto? Diferente do romance, o conto é uma narrativa curta, caracterizada pela unidade da narrativa, que representa uma fatia de vida, segundo a expressão de Tchekhov, que tem uma unidade de efeito, como dizia Edgar Allan Poe, e que pode conduzir para um final surpreendente , como quer Guy Maupassant, mas que representa sempre uma revelação iluminadora, uma epifania, como diz James Joyce”. Esta afirmação é do C. Hugh Holman, nunca vi falar dele.
No mesmo livro encontro a frase do mestre Jorge Luis Borges que diz: “O conto é uma espécie de sonho voluntário”. Mais na frente me deparo com uma citação do Mário de Andrade. “O conto é tudo aquilo que o autor quer chamar de conto”.
Fecho o livrinho, apago a luz e vou dormir. Sonho com Borges me dando dicas para uma nova história. Tento guardar na memória, acordo e faço rascunhos num caderninho para me lembrar amanhã.
Volto a dormir e sonho com as minhas saudades.
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